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PT

A obra de Júlio Cunha revela uma trajetória marcada pelo equilíbrio entre intuição e investigação técnica, onde a experimentação constante e o ecletismo são centrais. Desde a formação nas Belas Artes do Porto até ao mestrado em Coimbra, Júlio Cunha construiu uma linguagem híbrida, fundindo pintura, desenho, gravura, colagem e assemblagem, em diálogo com a matéria e o gesto. Influenciado por artistas como Picasso, Tàpies, Rauschenberg ou Paula Rego, o seu trabalho oscila entre o neofigurativo e a abstração matérica, explorando o processo de “destruição-criação” e o corpo como território de criação. A mulher surge como tema recorrente, refletindo tensões sociais e crises contemporâneas, enquanto os títulos das obras funcionam como pistas poéticas para o espectador. Cunha demonstra uma arte viva, performativa e sensível, capaz de transformar o cotidiano e a matéria em experiências estéticas profundas.

EN

The work of Júlio Cunha reveals a trajectory shaped by the balance between intuition and technical investigation, where constant experimentation and eclecticism are central. From his training at the Fine Arts School of Porto to his master’s degree in Coimbra, Cunha developed a hybrid language that merges painting, drawing, printmaking, collage, and assemblage in dialogue with material and gesture. Influenced by artists such as Pablo Picasso, Antoni Tàpies, Robert Rauschenberg, and Paula Rego, his work oscillates between neo-figuration and material abstraction, exploring the process of “destruction-creation” and the body as a site of artistic expression. The female figure emerges as a recurring theme, reflecting social tensions and contemporary crises, while the titles of his works act as poetic clues for the viewer. Cunha’s art is alive, performative, and sensitive, capable of transforming everyday life and matter into profound aesthetic experiences.