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Júlio Cunha nasceu na Guarda, Portugal, em 1964. Vive e trabalha na Casa da Mó, em Amarante. É licenciado em Artes Plásticas – Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto (1989) e mestre em Artes Plásticas (2012). Desenvolve, desde o início da década de 1980, uma prática artística continuada que articula criação, docência e curadoria.
Com um percurso de mais de quatro décadas, realizou mais de 30 exposições individuais e participou em mais de 200 exposições coletivas, em museus, centros de arte, galerias, bienais e feiras de arte, em Portugal e no estrangeiro. A sua obra centra-se na pintura, no desenho e na gravura, explorando a figura humana, o corpo e a memória através de sucessivos ciclos formais e conceptuais.
Participou em exposições e projetos em Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Suíça, Itália, Holanda, Japão, Argentina, Chile e Brasil, incluindo feiras como ARCO Madrid, ART COLOGNE e EUROP’ART Genève. O seu trabalho integra coleções públicas e privadas.
A obra de Júlio Cunha revela uma trajetória marcada pelo equilíbrio entre intuição e investigação técnica, onde a experimentação constante e o ecletismo são centrais. Desde a formação nas Belas Artes do Porto até ao mestrado em Coimbra, Júlio Cunha construiu uma linguagem híbrida, fundindo pintura, desenho, gravura, colagem e assemblagem, em diálogo com a matéria e o gesto. Influenciado por artistas como Picasso, Tàpies, Rauschenberg ou Paula Rego, o seu trabalho oscila entre o neofigurativo e a abstração matérica, explorando o processo de “destruição-criação” e o corpo como território de criação. A mulher surge como tema recorrente, refletindo tensões sociais e crises contemporâneas, enquanto os títulos das obras funcionam como pistas poéticas para o espectador. Cunha demonstra uma arte viva, performativa e sensível, capaz de transformar o cotidiano e a matéria em experiências estéticas profundas.





